Dom inútil, dom fortuito,
por que a vida me foi dada?
E o destino, com que intuito?
a condena a um fim: o nada?
Que poder hostil, do pó,
suscitou minha alma ardente
e lhe deu paixão, mas só
dúvida à minha mente?
Sigo a esmo de ermo peito
mente ociosa e, sem saída,
pesaroso, eu me sujeito
ao maçante som da vida.
Aleksandr Púchkin
(Tradução de Boris [...]
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Dom inútil
Publicado em Pois ia.. em Setembro 5, 2007 | 2 Comentários »