Morre-se sempre e sem sentir-se
a carne sem saúde
a alma sem sentido
morre-se amiúde
Como se morre a nuvem
a duna
feito onda
numa vertigem
de espuma
Sepulcro e manjedoura
são
num mesmo abraço
os mesmos grãos de espaço
Assim como é
o mar
útero de luz e dia
E tumba e bálsamo
dos rios.
Posts de Outubro 8th, 2007
Estuário
Publicado em Pois ia.. em Outubro 8, 2007 | 6 Comentários »