Desenvolvi amor pela vida para obstruir as artérias do ódio que nunca tive, mas que bem poderia ter tido, pois, como é sabido, ambos ódio e amor entreolham-se tão próximos que não se pode afirmar onde terminam os cílios de um e começam os do outro. Tusso minha sina num estertorar de tísico e escarro o destino que se diz meu, enquanto arrasta-me por rédeas curtas sobre o asfalto livre. Desfaço-me em curvas e sorrisos sinceros quando renasço para fora, mas nunca retiro-me de todo e, enquanto aceno com a mão tímida, esqueço a outra na segurança do bolso, como toda a gente o faz. E não me importo de ser incompreendida. Não mais.
O bom da vida é haver analgésicos lícitos…
… como o pôr do sol.
E um bom disco de Noel….
O filme nem é tão bom, mas achei que valeu a pena pelo samba… Entraria na lista de analgésicos lícitos, apesar de estimular qualquer coisa de boêmio…
Gostei do blog, lerei com frequência.
Xêro
Enquanto aceno, tenho uma mão no bolso. =DDD
Analgésicos ilícitos também são bons. hahahahah Mas que tal os amigos?
=*
Abraço moça!
Clara… me faltam palavras para você e para o Henrique. Ambos estão cada dias mais límpidos e profundos (por mais paradoxal que possa soar). Eu poderia comentar post por post em teus respectivos blogs, mas meu silêncio já diz como me sinto aqui atrás da tela.
Também estou com saudades de nossas conversas, espero encontrá-la em breve por aqui.
Abraços poéticos
runf runf… (fungados)
cheiro de mofo por aqui….
:/
Clarrissa, analgésicos lícitos como o pôr-do-sol… isso é belo. Talvez em “Do mirante” que escrevi a poucos dias tenta faltado justamente isso.
Do mirante - aqueles mortais e finitos, na busca do crepúsculo - queriam talvez menos, queriam um analgésico lícito, o pôr-do-sol.
Lindo texto, parabéns.