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	<title>Comentários sobre: (Sob)re escombros</title>
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	<description>E suas conexões sinápticas</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 19:30:05 +0000</pubDate>
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		<title>Por: D. Garcia</title>
		<link>http://miolodepote.wordpress.com/2008/04/14/sobre-escombros/#comment-146</link>
		<dc:creator>D. Garcia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 11:46:45 +0000</pubDate>
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		<description>REMENDO:

Certas vezes inverto a ordem e me dano a ler o fim de um texto antes do começo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>REMENDO:</p>
<p>Certas vezes inverto a ordem e me dano a ler o fim de um texto antes do começo.</p>
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		<title>Por: D. Garcia</title>
		<link>http://miolodepote.wordpress.com/2008/04/14/sobre-escombros/#comment-145</link>
		<dc:creator>D. Garcia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 11:44:52 +0000</pubDate>
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		<description>Certas vezes eu me dano o fim do texto antes do final. Não sei bem o motivo. Mas acho que isso direciona minha leitura por vezes vaga, ao final já conhecido. Ou quem sabe é apenas uma incontida curiosidade do que está por vir. Facilita minha vida, pois no desfecho está o verdadeiro fim (não término) de um texto. E então eu sei se será proveitoso ou não. É um atitude meio discutível, mas que faço vez por outra. 

E assim fiz com esse seu texto. Como se não fosse habitual, me interessei bastante ao ler os últimos dois parágrafos. 
Entrementes, parei quando você usou essa palavra. Não gosto de ir a dicionários para saber o que determinada palavra quer dizer. Não quero dizer que não vou, mas faço-o com um puta incômodo. Acredito muito mais na beleza das coisas simples do que uma poética cheia de arabescos. Poderia até ser uma tentativa de justificar minha completa ignorância. Mas lembrei de ter lido um poema de M. Bandeira chamado Poética e vou compartilhá-lo com a srtª: 
&lt;a&gt;fonte&lt;/a&gt;

" Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
&lt;b&gt;Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário&lt;/b&gt;
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. "


cheiros, mocinha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certas vezes eu me dano o fim do texto antes do final. Não sei bem o motivo. Mas acho que isso direciona minha leitura por vezes vaga, ao final já conhecido. Ou quem sabe é apenas uma incontida curiosidade do que está por vir. Facilita minha vida, pois no desfecho está o verdadeiro fim (não término) de um texto. E então eu sei se será proveitoso ou não. É um atitude meio discutível, mas que faço vez por outra. </p>
<p>E assim fiz com esse seu texto. Como se não fosse habitual, me interessei bastante ao ler os últimos dois parágrafos.<br />
Entrementes, parei quando você usou essa palavra. Não gosto de ir a dicionários para saber o que determinada palavra quer dizer. Não quero dizer que não vou, mas faço-o com um puta incômodo. Acredito muito mais na beleza das coisas simples do que uma poética cheia de arabescos. Poderia até ser uma tentativa de justificar minha completa ignorância. Mas lembrei de ter lido um poema de M. Bandeira chamado Poética e vou compartilhá-lo com a srtª:<br />
<a>fonte</a></p>
<p>&#8221; Poética</p>
<p>Estou farto do lirismo comedido<br />
Do lirismo bem comportado<br />
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente<br />
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.<br />
<b>Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário</b><br />
o cunho vernáculo de um vocábulo.<br />
Abaixo os puristas<br />
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais<br />
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção<br />
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis<br />
Estou farto do lirismo namorador<br />
Político<br />
Raquítico<br />
Sifilítico<br />
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja<br />
fora de si mesmo<br />
De resto não é lirismo<br />
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante<br />
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes<br />
maneiras de agradar às mulheres, etc<br />
Quero antes o lirismo dos loucos<br />
O lirismo dos bêbedos<br />
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos<br />
O lirismo dos clowns de Shakespeare</p>
<p>— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. &#8221;</p>
<p>cheiros, mocinha.</p>
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		<title>Por: Matheus Gondim</title>
		<link>http://miolodepote.wordpress.com/2008/04/14/sobre-escombros/#comment-144</link>
		<dc:creator>Matheus Gondim</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:16:48 +0000</pubDate>
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		<description>Ou, quem sabe, escrever muito e guardar nas gavetas...
Uma pena (ou não) que um dia elas transbordam.

Excelente texto! de uma lucidez assustadora, especialmente quando se é lido numa manhã de segunda-feira, com uma semana inteira de pouco pensamento pela frente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou, quem sabe, escrever muito e guardar nas gavetas&#8230;<br />
Uma pena (ou não) que um dia elas transbordam.</p>
<p>Excelente texto! de uma lucidez assustadora, especialmente quando se é lido numa manhã de segunda-feira, com uma semana inteira de pouco pensamento pela frente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gouche</title>
		<link>http://miolodepote.wordpress.com/2008/04/14/sobre-escombros/#comment-143</link>
		<dc:creator>Gouche</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:16:19 +0000</pubDate>
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		<description>Já estava ansiosa para uma nova postagem.

Sabe, já tentei falar sobre o tempo, mas admito que não alcancei, e talvez nunca alcance, essa precisão unida a palavras tão belas. Mas o que realmente me encantou foi o último parágrafo; pra ser mais exata este trecho: 

“há que se pensar o suficiente, fingir muito e escrever pouco.”

É exatamente isso que o sistema quer, e é a isso que nos entregamos [cada dia mais]: num mergulho profundo na superficialidade que pode ser que não tenha volta.

Beijos saudosos, flor!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já estava ansiosa para uma nova postagem.</p>
<p>Sabe, já tentei falar sobre o tempo, mas admito que não alcancei, e talvez nunca alcance, essa precisão unida a palavras tão belas. Mas o que realmente me encantou foi o último parágrafo; pra ser mais exata este trecho: </p>
<p>“há que se pensar o suficiente, fingir muito e escrever pouco.”</p>
<p>É exatamente isso que o sistema quer, e é a isso que nos entregamos [cada dia mais]: num mergulho profundo na superficialidade que pode ser que não tenha volta.</p>
<p>Beijos saudosos, flor!</p>
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