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Posts de Setembro, 2008

Para sempre aquém.

Toda a Honra e toda a Glória
Agora
e para Sempre.
Ao que veio para ser Grande e Melhor
ao querer pouco e fazer-se
Igual.
(Igual, meu Deus, em quê, além da casca de átomos?)
E foi palavra e foi silêncio e
Verdade e
Caminho e
Vida.
Àquele que foi exato
e foi à cruz para Salvar
não sei o quê.
(Que cor tem a Salvação? Que endereço?
Quantas linhas [...]

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Todas as palavras e seus dizeres não valem mais do que
o olhar
sem sombras.
Toda a humanidade não vale mais do que a sinceridade
do desejo.
Toda a filosofia afoga-se numa lágrima e
a escurece e a minha face
é líquida e suja
porque está vestida.
E o meu amor…
O meu amor é tanto
e coisa alguma.
(Como é possível haver paradoxo para
aquém da linguagem?
Como [...]

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Ah, que vontade indomável de chorar!
e verter todas as lágrimas do mundo até
a última gota!
Este vazio que é tanto
transborda
e eu engasgo e tusso
uma palavra.
A necessidade de compreender-me é má
e sufoca e desola-me
a certeza de que o saber de si é de
mentira.
Sou o que quis ser?
Sou eu a que sou?
A que fui, quem era?
(Ouve o meu [...]

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O nome do amor

(A Cleber Vital)
Num mundo em que se foge da tortura
no encalço da certeza e da alegria
cheguei a acreditar que poderia
talhar a vida em golpes de ternura
Trilhei tantos caminhos a procura
da natureza humana e eu queria
flagrar o bem maior que não se via
além das letras da literatura
Mas hoje eu me contento com a verdade
do cheiro de [...]

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O nome da dor

Não me importa ser o inferno
os Outros ou
eu mesma ou
calabouço e masmorra dos
ímpios ou
o que quer que seja.
Não me importa o inferno em
aforismo, afresco, argila, argamassa, algorítmo ou
Lava.
Por mim
Dane-se o inferno e seus espelhos
também o céu em harpas
que não é mais nem menos
e sua distância de
sombra.
Calem-se todas as exclamações
da Verdade!
Pois os dedos que apontam
as escrituras
não [...]

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Não ergam pedestais de vidro
debaixo de pés
descalços
Não vale a pena velar redomas de plástico
vidas a fio
ou curvar-se perante andores
de fumo e renda.
Que tudo são renda e fumo
e plástico e vidro
E andores e redomas e pedestais
são idéias de fracos
ou tolos.
Não me estendam as mãos abarrotadas!
Não me dêem à luz em coloridos partos!
Não forcem partos em cores [...]

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Pergunta-me das coisas
e eu te respondo:
Repara.
Compreende que o certo é fraude
e a compreensão é
vil
Percebe que a vida finge
e não há quem saiba
Ser
Bebe das cores a mentira
onírica do Ouro
de que os olhos fartam-se
ingenuamente bêbados!
Sê.
que a sina dos sentidos é serem servos:
Ceder à ciência
e entregar-se à Arte…!
Sente-os todos e escarra-os
neles e para eles
e zomba-os
e morde-lhes o beijo
com [...]

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