Lançando aos quatro cantos estilhaços
Do peito há muito farto de sentir
Eu rogo a Deus que os versos do porvir
Não venham dar à luz amores baços
Eu vou pisar os ermos vãos de espaços
A que ninguém tem braços pra subir
E estendo as mãos àquele que ouse vir
Traçar, do tal destino, os mesmos traços
E enquanto eu for somente [...]
Posts de Dezembro, 2008
Versos C(l)aros
Publicado em Sonetos, Uncategorized em Dezembro 8, 2008 | 6 Comentários »
Soneto de indiferença
Publicado em Sonetos, Uncategorized em Dezembro 8, 2008 | 5 Comentários »
Eu fui teu verso, eu fui a tua lira!
Brinquei, no teu olhar, em trajes de ouro
Tornei-me a carapaça de um besouro
Que – por não mais servir – ele retira!
Levaste à boca o pão que eu repartira
Com as mãos que te ofertaram meu tesouro
Meteste, entre os meus dedos, mau agouro
Sou hoje o teu reverso, outra mentira!
Mas [...]
Cerimônia Real
Publicado em Sonetos, Uncategorized em Dezembro 8, 2008 | 3 Comentários »
Não tenho vocação para troféu
Nem pra morar debaixo de redoma
O laço da virtude não me doma
Em mim o Inferno inflama enquanto Céu!
Meu coração é terra de Bornéu
Tão rico e devastado e ninguém toma
As dores de que um verso é só sintoma
- voz de um Templo de horror, meu Mausoléu!
E nesta noite clara eu me enclausuro
No meu [...]
Penitência (Ou Uma verdade no meio do caminho)
Publicado em Sonetos, Uncategorized em Dezembro 4, 2008 | 4 Comentários »
(A l’insegnante)
Não sou profissional coisa nenhuma!
O versejar, pra mim, é um ritual
De gozo e sacrifício sem igual
Grito por fé, não por ofício, em suma…
Trago a palavra em mim qual marginal
Faço que corte, mate e me consuma
E busco, inutilmente, a que resuma
Uma qualquer Verdade, a bem ou mal!
E se, num grande acaso, eu tropeçasse
Na tal Verdade [...]