São todos uns
apaixonados:
Os Santos. Os Psicopatas. Os artistas.
E todos vivem gripados
espirrando paixão nas
cruzes, cruzes
nas covas, covas
na alma.
Logo,
o amor existe.
Acontece que somos alérgicos.
Posts de Junho 6th, 2009
Ama o próximo como atchim mesmo
Publicado em Versos livres em Junho 6, 2009 | 2 Comentários »
Das revoluções e outras obras
Publicado em Versos livres em Junho 6, 2009 | 2 Comentários »
Na frigideira
sapateiam óleos
de todas as órbitas.
Os mais arregalados sonham
sentar o ferrão nos dedos de Atlas e,
de rã,
Morrem pirotecnicamente.
Os menos, fritam devagar
fazendo careta.
Aqui ou acolá fica
uma bolha
ou uma disenteria.
Se calhar, uma cicatriz
ou um câncer.
Daí a diversidade tempero-gutural da humanidade.
Ao amigo de ontem
Publicado em Versos livres em Junho 6, 2009 | Deixar um comentário »
Não cuspa as
costas
do meu silêncio:
É dormente a carapaça.
Cuspa a cara, a cara
mesmo, sem rosto
um cuspe de urtiga,
que eu abro, da língua
as glotes até lamber
fumaça. E mereço.
Ainda que boceje a boca seca
de Justiça
(e saudade)
Nunca me lembro de molhá-la.
Desidratei a sensibilidade.
Conclave
Publicado em Versos livres em Junho 6, 2009 | 1 Comentário »
No céu
a clave sem sol
voa baixo.
Semínimas e máximas
sensações sou eu
na janela
com a cara imprensada
na grade.
Chove tanto, tanto…
Que a orquestra
atonal do meu quintal
tem febre.
Uma poça. Um sapo. Uma palha. Uma bica.
.
.
.
Eu tenho inveja.