Deu-me um beijo no rosto e uma flor morta
Amputado o estilete, a cor e o cheiro
Disse assim (o olhar baço): “a vi primeiro”
Deu-me o beijo e a flor, mas o que importa
Deu ao Tempo que o fez seu prisioneiro
Deu, também, a outra mão que o reconforta
Desta flor que meu dedo, agora, entorta
Sobe a náusea das frestas de um bueiro
Uma orquídea vestida em borboleta!
“Obrigada, meu bem, quanta bondade
posso ler nesta pétala violeta…”
Uma orquídea, a gran mestra em falsidade!
Qual você, que já agarra a maçaneta…
… Sempre li nas suas costas a verdade.
–
Também este não é tão novo assim..
Clarrissa, muito bom te rever.
sempre soube que beleza em você é só um detalhe.
parabéns pelas poesias.
Bjão