Posted in Faniquito on Maio 28, 2008 | 4 Comentários »
Amizade é para sempre, como a História. Ambos existem enquanto houver memória. Enquanto houver passado que a alimente, numa relação de simbiose, ou que lhe crave os dentes de parasita. Amigos estão para a amizade com os fatos para a História. A presença daqueles faz resplandecer a amizade, tanto quanto a reprodução dos fatos confere [...]
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Posted in Faniquito on Abril 14, 2008 | 4 Comentários »
A consciência do passado é sempre penosa, sejam bons ou ruins os fatos soterrados pela neblina do tempo. Ocorre que, pela simples razão de que ficaram para trás, num recanto empoeirado de saudade ou repúdio, embora cada vez mais longínquos, sussuram, insistentemente, a proximidade do fim. São migalhas de vida que se deixa pelo caminho [...]
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Posted in Faniquito on Março 20, 2008 | 9 Comentários »
Admiro aqueles que sabem focalizar algo na vida. E o faço pela mesma razão pela qual uma criança admira um mágico de circo: simplesmente por não ter noção de como ele consegue fazer o que faz.
O minúsculo estilhaço de mundo posto ao alcance da percepção individual é suficiente para desnortear o espírito de razoável [...]
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Posted in Faniquito on Março 11, 2008 | 3 Comentários »
O amor somente cogita em erguer bandeira branca na implosão do desespero. Quando até o silêncio discorda e contradiz.
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Posted in Faniquito on Março 11, 2008 | 8 Comentários »
Poucas coisas na vida são tão desconcertantes quanto um arranhar-se de olhares desconhecidos. Sempre dura o suficiente para nos fazer sentir vulneráveis, inseguros e com todos os defeitos em evidência, ao mesmo tempo em que indagamos o outro no escuro. Nestas circunstâncias age-se como em resposta a uma afronta, a um desrespeito, em retaliação a [...]
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Posted in Faniquito on Fevereiro 27, 2008 | 7 Comentários »
Amor é fogo que arde
e incinera a si próprio.
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Posted in Faniquito on Fevereiro 11, 2008 | 5 Comentários »
Desenvolvi amor pela vida para obstruir as artérias do ódio que nunca tive, mas que bem poderia ter tido, pois, como é sabido, ambos ódio e amor entreolham-se tão próximos que não se pode afirmar onde terminam os cílios de um e começam os do outro. Tusso minha sina num estertorar [...]
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Posted in Faniquito on Fevereiro 10, 2008 | 4 Comentários »
Que razão têm as estrelas em brilhar para todos e para ninguém a mesma luz? Que razão têm os cometas em rasgarem a eternidade em órbita a perpassar os mundos visíveis e invisíveis? Que razão têm a poeira, os gases e quaisquer outros elementos ou substâncias em combinarem-se para dar forma [...]
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Posted in Faniquito on Fevereiro 6, 2008 | 3 Comentários »
Percebo as coisas e tudo é triste. O lençol fino que esperneia no varal úmido, a janela sóbria de olhos entreabertos, o muro amputado que mente ao morno lar sobre o frio inóspito da rua avessa, o mato pouco verde que roga ao vento surdo a incerteza da liberdade para além da terra frágil…
As telhas, [...]
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Posted in Faniquito on Fevereiro 6, 2008 | 1 Comentário »
Contemplo o mar desde as gotas que me alcançam os pés até a finitude imensuravelmente reta que esbarra no céu. Adiante, erquem-se robustos arrecifes que cruzam a eternidade aos socos de brutas ondas coroadas de branco sal. E assim, a cada rugido violento, sendo já outros e jamais os mesmos, para sempre hostis ao incansável [...]
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