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IV Bancarte

Caríssimos, há quanto tempo, não? Reapareço para mostrar onde foi parar um poeminha publicado neste pote há algum tempo. Aos que lerem a reportagem, adianto que nada do discurso atribuído a mim foi realmente dito, rsrs.

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Clarrissa Yemisi, do BB, conquista troféu de Campeã do VI Festival de Música dos Bancários

Clarrissa Yemisi foi a grande vencedora do Festival de Música dos Bancários , no VI Bancarte, com a música “Ela”, composta por ela em parceria com Eric de Almeida. A funcionária do Banco do Brasil, que também é poetisa, recebeu o troféu de campeã das mãos do secretário de cultura do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Sivaldo Torres, que coordenou a sexta versão do certame.

Gláucia Cavalcanti, da Caixa Econômica Federal ficou em segundo lugar e o terceiro lugar ficou com o funcionário do Banco do Nordeste, José Cardoso. Além do troféu, os três primeiros colocados no festival receberam prêmios em dinheiro, no valor de R$ 700,  R$ 500 e R$ 300, respectivamente.

A grande campeã do VI Festival de Música dos Bancários nem acreditou quando foi anunciado o primeiríssimo lugar. “Eu estava bastante nervosa e, dados os problemas de não termos passado o som antes, como todos os demais concorrentes, pensei que perderíamos pontos. Mas, graças a Deus e o apoio da torcida dos familiares e colegas do banco, fizemos uma boa apresentação”, falou Clarrissa, emocionada.

O corpo de jurados foi composto por três membros: Arthur Pessoa, produtor musical e músico da Banda Cabruêra; Pedro Fernandes, compositor, poeta, psicólogo e funcionário aposentado do Banco do Brasil; e o maestro e professor de música Tião Nascimento.  O festival foi apresentado pelo assessor de  imprensa do Sindicato dos Bancáiros, Otávio Ivson.

Segundo Bira de Assis, o bancário homenageado do VI Bancarte, o festival de música foi de altíssimo nível. “É gratificante darmos oportunidade a quem tem talento e receber em troca belíssimas canções e tão bem interpretadas por colegas nossos de trabalho; isso tudo sem falarmos da qualidade dos arranjos; enfim, uma grande confraternização da categoria bancária”, arrematou.

Eis os inscritos e as respectivas canções:

  1. Mateus Pimenta (Banco do Brasil)  – A Escada
  2. Clarryssa Yemisi (Banco do Brasil) – Ela
  3. Edgley Lima Cordeiro  (Bradesco) – Do Setão à Capital
  4. José Cardoso (Banco do  Nordeste) –  Vida Natureza
  5. Ricardo Gomes de Melo (Caixa  Econômica Federal) – Xote Lutador
  6. Gláucia Cavalcanti (Caixa Econômica  Federal)  – Quando Penso no Amor
  7. Barbosa Sobrinho (Banco do Nordeste) – Ciranda do Saber
  8. Fernanda Régis e Tarcísio Lima (Caixa Econômica Federal) – Delírio

Colado de <http://www.bancariospb.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6263&Itemid=1>

Phalaenopsis Lilas

Deu-me um beijo no rosto e uma flor morta
Amputado o estilete, a cor e o cheiro
Disse assim (o olhar baço): “a vi primeiro”
Deu-me o beijo e a flor, mas o que importa

Deu ao Tempo que o fez seu prisioneiro
Deu, também, a outra mão que o reconforta
Desta flor que meu dedo, agora,  entorta
Sobe a náusea das frestas de um bueiro

Uma orquídea vestida em borboleta!
“Obrigada, meu bem, quanta bondade
posso ler nesta pétala violeta…”

Uma orquídea, a gran mestra em falsidade!
Qual você, que já agarra a maçaneta…
… Sempre li nas suas costas a verdade.

Também este não é tão novo assim..

Eu beijo o teu olhar como quem dança
Com o pássaro que excita o azul ao cio
E o faz querer pousar no lábio fio
Castanho deste meu olhar de lança

Tu vens escorregando pela trança
Do sol e vens flautando um assovio
Vermelho e quando chegas, já tardio
Percebes que esse fio ninguém alcança

Mas tu te rendes, leve, às mãos do voo
E amando, meio enlevo, meio enjoo
Vês que esta vida é avessa à paz do pouso

E me fazes dançar, só riso e cílio
Tateando os desvãos de um lar exílio
Onde hei de enlouquecer e quero e ouso!

Poema postado bem tardiamente. Feito nfinal do ano passado, se não me engano, rs.

Ouve, Cecília, o som que escorre desses galhos
Como agasalhos sobre um fino corpo frágil
Escuta, não te vás, permites o contágio
Do vírus da poesia, irmã da alma em retalhos

Sente o frescor do suor de mais de mil trabalhos
Que a natureza é assim, qual trabalhador ágil
Não tarda, nem descansa ou pára em dado estágio
Completa-se, perfeita, enquanto somos falhos

Ouve, não há silêncio, em que lugar o há?
Se tudo, vivo ou morto, entoa mil linguagens
E vibra e soa em nós, aqui ou acolá

Te deixa estar assim, só existindo às margens
Da vida que ela bem sabe onde desaguar
E nós, aqui, a sós, somos tão só paisagens…

(Outro poema antigo… do tempo da delicadeza.)

(À D3mócrito Roch… digo, Garcia)

Se eu te disser que tu és filho da puta
E te mandar àquela que o pariu
Não venha reprovar minha conduta
Vá se lascar, você foi quem pediu

Deixe de fuleiragem de piralho
Se frescar dessa merda é bom que corra
Porque sou eu quem manda nessa porra!
Vá esculhambar na casa do caralho!

Escrachar é a função dessa mizera
Pode mostrar aos nerds lá da Soda*
E engasgar-se de rir ou não, no entanto,

Guarde-o no coração, ah, quem me dera…
Ouvir você dizendo a mim: “Tu é foda!”
E eu te mandar tomar naquele canto!

*Empresa de programação onde o Sr. Kiko trabalha.

(Algum dia de algum mês de 2008)

São todos uns
apaixonados:

Os Santos. Os Psicopatas. Os artistas.

E todos vivem gripados
espirrando paixão nas
cruzes, cruzes
nas covas, covas
na alma.

Logo,
o amor existe.

Acontece que somos alérgicos.

Na frigideira
sapateiam óleos
de todas as órbitas.

Os mais arregalados sonham
sentar o ferrão nos dedos de Atlas e,
de rã,
Morrem pirotecnicamente.

Os menos, fritam devagar
fazendo careta.

Aqui ou acolá fica
uma bolha
ou uma disenteria.

Se calhar, uma cicatriz
ou um câncer.

Daí a diversidade tempero-gutural da humanidade.