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Archive for novembro \17\UTC 2007

O
tempo é
particular.

Genético até seria
se
de fato
houvesse.

Meu
tempo tique sinal só
lu
ço
Meu
extasê é
meu
só mente e
nin
guém sabe deles
nin
guémnin
guém
.

Meu
instantimensurável
comunga eternidade
enquanto
ardo

Meu
átimo é
fóssil
e fenix

Abominável criatura
o relógio
é
como a palavra

Aquele
ditador dos passos
Esta
da alma.

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Diagnóstico

Há poesia
a espernear
em minhas veias
ralas

Porém os outros
claro
os outros
tolos
julgam ser
sangue – imagine

Não vêem eles
como
poderiam saber
serem palavras
pois
a causa insensata
da minha pressão alta.

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Golpe baixo

Desconfie das rosas
tema-as
até

Quantos botões
já me arreganharam as pétalas
cinicamente
vermelhos…

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Teatro que dá gosto

Assistir a um grande espetáculo teatral deixa-me não menos inquieta do que exultante. Sobretudo quando a peça é filha autêntica dessa Paraíba de tantos talentos e percalços no caminho dos que fazem teatro.

Não que eu seja bairrista ao ponto de considerar a “naturalidade” da montagem um critério idôneo para avaliar sua qualidade, mas é, no mínimo, imensamente gratificante contemplar no palco jovens e experientes atores numa excelente encenação paraibana desde o texto base, perpassando a eficiente adaptação para teatro, a trilha sonora, o figurino, cenário e tudo o mais até a sóbria direção do mestre Tarcísio Pereira.

A inquietude que me fustiga e, vez por outra, negligente, deixa escapar uma lágrima tímida que engatinha face abaixo na escuridão da platéia, deve-se ao desejo – saciável, saliente-se – de ver proliferarem, nesse Estado, uma infinidade de boas produções que dignifiquem o teatro aos olhos do próprio paraibano, inicialmente.

A recente montagem da Fantástica Peregrinação do Coronel Severino Luciano Atrás de um Rabo de Saia, baseado em livro quase homônimo do deputado Fabiano Lucena (o nome do livro ainda traz mais um dúzia de palavras) é um desses espetáculos a que dá gosto assistir. Admito que, quando soube quem era autor do livro adaptado, cometi a injustiça – instintiva – de despertar o preconceito cultural que procuro manter adormecido. Mas isto é justificável pela legenda que abriga o deputado e, sobremuitomaisdoquetudo, por seus conchavos, origens e amizades políticas, que não vêm ao caso.. (Diz-me com quem andas blá, blá, blá…)

O espetáculo, no entanto, não apenas despiu-me, em partes, do preconceito, mas encantou-me. E o fez mais pela beleza idílica do cenário de Yon Pontes e sua dinamicidade e versatilidade, pela encenação precisa e sóbria do elenco (do Zé Pinel inclusive, que de pinel só tem a alcunha e os trejeitos..), pela perfeita trilha sonora de Eli-Eri Moura, pela irretocável execução ao piano, ao vivo, de Marcílio Onofre, pela impecável impostação de vozes do coro, pelos recursos carregados de simbologia que saltaram aos olhos, principalmente, na cena da travessia do rio São Francisco, do que pela simplicidade irreal, porém bela, do texto original. Por falar em cenário, que remete a figurino… gostaria muito de saber quanto os patrocinadores desembolsaram para bancar a produção, pois pelo visto, não economizaram. E não era para menos. Para isso também servem as excelentes infuências e um razoável patrimônio econômico.

Digo que despiu-me, parcialmente, do preconceito porque, afinal, estava diante de uma manifestação de arte cênica e o meu preconceito recaia sobre o texto (rs) de Fabiano. Ao final do espetáculo, resolvi comprar o livro para alteral ou ratificar meu pré-conceito desfavorával… =D

Com ilustrações de nada mais nada menos do que Flávio Tavaresssss, a obra, dividida em duas partes, uma em prosa e outra em poesia, de acabamento e qualidade material dignas de um deputado, acondicionada numa caixinha rústica, acompanha CD com a parte em versos recitada por nada mais nada menos do que Oliveira de Panelas.

Li somente a parte poética, até o momento e, finalmente, dei o braço a torcer. Não obstante alguns deslizes métricos que prejudicam a musicalidade dos versos, a trama tem um desenrolar fluido e leve, pelas sinuosidades da qual somos facilmente conduzidos ao desfecho. O autor verseja com certa facilidade, sem forçar o encaixe das palavras, a rima, a sequência dos versos, que formam um todo coeso e bem estruturado.

Enfim, bom livro (pelo menos a metade que li, rs) e boa peça. Desisti de contar detalhes do espetáculo porque, a esta altura do campeonato, sei que poucos terão fôlego para chegar à presente linha do meu texto.. rsrs.

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