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Archive for julho \27\UTC 2009

Ócio ao ar livre

Ouve, Cecília, o som que escorre desses galhos
Como agasalhos sobre um fino corpo frágil
Escuta, não te vás, permites o contágio
Do vírus da poesia, irmã da alma em retalhos

Sente o frescor do suor de mais de mil trabalhos
Que a natureza é assim, qual trabalhador ágil
Não tarda, nem descansa ou pára em dado estágio
Completa-se, perfeita, enquanto somos falhos

Ouve, não há silêncio, em que lugar o há?
Se tudo, vivo ou morto, entoa mil linguagens
E vibra e soa em nós, aqui ou acolá

Te deixa estar assim, só existindo às margens
Da vida que ela bem sabe onde desaguar
E nós, aqui, a sós, somos tão só paisagens…

(Outro poema antigo… do tempo da delicadeza.)

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(À D3mócrito Roch… digo, Garcia)

Se eu te disser que tu és filho da puta
E te mandar àquela que o pariu
Não venha reprovar minha conduta
Vá se lascar, você foi quem pediu

Deixe de fuleiragem de piralho
Se frescar dessa merda é bom que corra
Porque sou eu quem manda nessa porra!
Vá esculhambar na casa do caralho!

Escrachar é a função dessa mizera
Pode mostrar aos nerds lá da Soda*
E engasgar-se de rir ou não, no entanto,

Guarde-o no coração, ah, quem me dera…
Ouvir você dizendo a mim: “Tu é foda!”
E eu te mandar tomar naquele canto!

*Empresa de programação onde o Sr. Kiko trabalha.

(Algum dia de algum mês de 2008)

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